sem título

JOSÉ PEDRO CROFT – Porto, 1957
Vive e trabalha em Lisboa

S/Titulo 2012
Ferro e aço polido 600cmx100cm (x4)
 
O artista trabalha os seus temas e formas de modo a que as obras existam numa permanente relação transformadora do espaço envolvente, seja ele arquitectónico ou natural.

Nesta Obra, quatro enormes espelhos de aço desmultiplicam o espaço onde se inserem, capturam e reenviam imagens da paisagem e dos seus habitantes. Registam a Natureza, os seus ritmos anuais, os cidadãos na sua circulação aleatória, realizam inesperadas colagens entre o espaço que está atrás de nós e à nossa frente, numa tentativa impossível de fixar o que constantemente se encontra em mudança. Os espelhos transformam o jardim em cenário e os seus utilizadores em actores de uma peça improvisada, de texto e encenação livres, numa clara exaltação de liberdade, de ver e interpretar que nasce da própria qualidade deformante das imagens.